Quem Está Atrás do Cabide?
Sobre mim
Olá! O meu nome é Joana e sou a fundadora, CEO, diretora criativa, costureira, responsável pelos envios e gestora das redes sociais (e provavelmente mais algumas coisas de que me estou a esquecer) da Faceless Queen. Crio, encontro, reaproveito e transformo peças de roupa usadas e faço acessórios a partir de materiais reutilizados, que servem tanto de decoração para a sua casa como de complemento para os seus visuais.
Embora ainda esteja a aprender, não costuro à máquina. Para mim, coser à mão é uma forma de me voltar para dentro; trata-se de estar em paz e em harmonia com a peça que estou a restaurar ou transformar - é uma espécie de meditação que faz parte da minha vida quotidiana há muitos anos e que me ajudou imenso em períodos difíceis, quer devido à depressão, quer, mais recentemente, à fibromialgia.
Desde que me lembro, estive rodeada de trapos e tive a sorte de, em criança, ter um baú mágico cheio de roupas e tecidos de outros tempos, bem como um sótão cheio de coisas maravilhosas, muitas vezes sem saber o que eram, para que serviam ou de onde vinham. Desde então, tenho tentado trazer um pouco dessa magia para o meu guarda-roupa - e agora também para o seu.
Sobre as peças
Devido à minha fibromialgia, algumas peças são cosidas por uma costureira da minha confiança. A
qualidade do trabalho - quer as peças sejam cosidas à mão ou à máquina - é diferente, mas nenhuma é melhor ou
pior do que a outra, nem uma durará mais do que a outra; isso dependerá sempre da forma como as peças são lavadas
e cuidadas. O que têm, sem dúvida, em comum é a dedicação e o cuidado com que foram feitas, restauradas,
remendadas ou até simplesmente encontradas e limpas, bem como o prazer de mostrar que estas peças de roupa ou acessórios ainda têm muita vida pela frente e farão certamente alguém sentir-se muito bem - se não mesmo feliz - tal como me fazem sentir a mim.
Quase todos os artigos aqui disponíveis são usados e foram todos comprados em segunda mão, em lojas online, lojas físicas e mercados de rua. Tal como a maioria dos componentes utilizados nas peças da Relicário, as rendas, os botões e outros adornos também são de segunda mão ou provenientes de outras roupas que já não podiam ser usadas, com algumas exceções.
Todas as peças de roupa usadas são higienizadas, para que possa vesti-las com toda a confiança assim que as receber. As peças de roupa usadas que são novas e ainda têm as etiquetas originais não são higienizadas, pelo que recomendo que as lave antes de as usar.
A premissa da F.Q.
O meu lema, há muito tempo, é “fazer muito com pouco”, mas a verdade é que este “pouco” é imenso!
Num mundo em que somos levados a ter mais, gastar mais e exibir mais, estamos gradualmente a perder a capacidade de construir, inventar ou reinventar, criar. É verdade que tudo já foi inventado, mas isso não significa que não possamos fazer coisas novas. Nunca tivemos tantos recursos, nem nunca tivemos acesso a tanto material como temos hoje, bem como à informação de que poderemos precisar para fazer aquilo a que nos propomos.
Por isso, a premissa da F.Q. é esta: tirar o máximo partido do que já existe, do que foi descartado, para tornar o velho novo outra vez e voltar a tornar útil o que foi usado. Reapropriar, se necessário, um objeto, afastando-o da sua finalidade original e dando-lhe uma nova função (obrigada, Marcel Duchamp, por nos ter mostrado isso). Construir um mundo novo sem descartar o antigo.